Pulgões

Pulgões

Descrição

Os pulgões, chamados de "piolhos das plantas", estão entre os parasitas mais temidos do mundo das plantas. É uma espécie de insetos pertencentes à família Aphidoidea e ao gênero Rhynchota. Seu perigo deriva do fato de as fêmeas desses insetos possuírem uma alta capacidade reprodutiva aliada a um certo polimorfismo. Este termo significa uma diferenciação reprodutiva e morfológica que permite a adaptação de novas gerações até mesmo a condições ambientais adversas. O pulgões podem ser olifágicos e polífagos, ou seja, podem se alimentar de uma única espécie ou de várias espécies de plantas, mas não só, podem atacar apenas partes específicas da mesma planta ou partes diferentes. No primeiro caso teremos o chamado ciclo do homotopo, enquanto no segundo, o do heterotopo.


Recursos

O pulgões eles têm cerca de 4 milímetros de tamanho, com um corpo atarracado verde, preto, amarelo, rosa e uma cabeça e costas menores que o abdômen. Sua principal característica do polimorfismo é que eles podem ser alados ou não. Indivíduos sem asas são chamados de sem asas. Estes têm corpos ainda menores e mais atarracados do que os alados. Quando presentes, as asas são finas, alongadas e cobertas por uma leve nervura em forma de ramos. Os pulgões, dependendo da espécie polimórfica a que pertencem, podem se alimentar tanto do parênquima da planta quanto da seiva. Sua forma larval e juvenil é representada pelas ninfas que podem assumir diferentes características genéticas de acordo com a forma como foram geradas. O ciclo reprodutivo dos pulgões pode ocorrer, de fato, tanto por acasalamento sexual entre dois indivíduos do sexo oposto, quanto de forma unissexual, ou seja, apenas pelo sexo feminino. A reprodução unissexual de algumas espécies vivas é chamada de "partenogênese". Os pulgões fêmeas, nascidos de um óvulo fertilizado, são chamados de fundadores, não têm asas e se reproduzem por partenogênese. Disto podem nascer machos e fêmeas, ressecados ou alados. Estes últimos também são chamados de migrantes porque permitem a disseminação da população de insetos em outras espécies de plantas hospedeiras, criando o ciclo reprodutivo heterotópico. Com a partenogênese, os pulgões fêmeas podem gerar até mais de 5 ninfas por dia. Este último, mesmo antes do nascimento, pode conter outros embriões em desenvolvimento. As ninfas se desenvolvem em sete dias e imediatamente começam a se alimentar da seiva da planta.


Plantas afetadas

Pulgões afetam espécies lenhosas e arbustivas e herbáceas. As plantas herbáceas são, no entanto, hóspedes secundárias, porque as espécies preferidas pelos pulgões são justamente as arbóreas e com casca lenhosa. Os arbustos permitem que os pulgões resistam melhor às baixas temperaturas. Esses insetos se desenvolvem, de fato, em climas secos e temperados. Infelizmente, os mecanismos de defesa e reprodução dos pulgões estão permitindo que esses insetos se adaptem até mesmo a condições climáticas adversas. Basta pensar que a reprodução unissexual ocorre principalmente em climas temperados, enquanto a reprodução sexual ou anfigônica permite a postura de ovos particularmente resistentes a baixas temperaturas. As plantas infestadas por pulgões são em sua maioria agrícolas e a grande maioria, ou melhor, quase todas as plantas ornamentais de jardim e casa, inclusive vasos de plantas. Deve-se enfatizar que as infestações de pulgões também são acompanhadas pelas de formigas, que protegem pulgões e favorecem sua reprodução devido à grande quantidade de melada (substância açucarada) produzida pelos processos metabólicos desses insetos. As partes da planta que são atacadas pelos pulgões são a casca e as folhas. A madeira da casca atua como proteção para os ovos fertilizados, enquanto as folhas podem ser afetadas durante a migração dos insetos alados.


Mecanismo de infestação

Os pulgões são dotados de um aparelho bucal de sucção, picada e inalação que atua de duas maneiras: removendo linfa e nutrientes da planta e inalando saliva dentro do tecido vegetal (parênquima vegetal). Após injetar a saliva, a planta afetada sofre uma espécie de infecção sistêmica que a leva a receber também vírus contidos na própria saliva do inseto. Esses vírus não são patogênicos para o pulgão, mas apenas para a planta. De fato, o inseto tem uma espécie de vínculo mutualístico e simbiótico com os vírus, pois eles estimulam a produção de aminoácidos que favorecem a multiplicação e reprodução dos pulgões.


Sintomas de plantas

A remoção da seiva da planta tira energia da planta, que aparecerá fraca e murcha. A deficiência linfática impede a própria planta de realizar a fotossíntese, fator que também prejudica a cor das folhas, fazendo com que amarelem, murchem e caiam, até a morte final das espécies afetadas. A subtração da seiva representa o principal dano direto das infestações por pulgões. Os danos indiretos dos pulgões, ou causados ​​pela inalação de saliva e vírus no tecido vegetal, também são econômica e esteticamente graves. Os sintomas de danos indiretos manifestam-se por deformações, enrolamento de folhas e formação de galhas. Estes últimos são verdadeiros tumores vegetais causados ​​por infestações de insetos e parasitas. As substâncias tóxicas absorvidas pelo tecido vegetal criam uma reprodução excessiva das células vegetais, levando à formação de crescimentos que prejudicam a produtividade e a qualidade das safras. Outros danos indiretos são causados ​​pela melada (a substância açucarada secretada por pulgões), que se deposita na superfície da planta e causa novas infestações por fungos, incluindo fumaggini.


Causas ambientais da infestação

Pulgões agora são insetos comuns em qualquer espécie de planta. Sua alta capacidade de infestação é, em parte, causada pelas mudanças climáticas que têm registrado um aumento constante e sistemático das temperaturas ao longo dos anos. Pulgões, de fato, preferem climas temperados e secos e encontram sua localização ideal nas áreas mediterrâneas e no sul da Itália, onde há invernos amenos e um clima árido com tendência à seca. Os pulgões também aprenderam a se adaptar a condições desfavoráveis, como invernos rigorosos, nos quais depositam ovos fertilizados na casca das árvores e prevalece a reprodução sexuada. Em climas temperados, os pulgões infestam principalmente as espécies de plantas que se desenvolvem precisamente com temperaturas amenas, como alcachofras, rosas e cucurbitáceas. Nas rosas, por exemplo, os ovos eclodem na primavera, enquanto nas cucurbitáceas (melão, abóbora, pepino, etc.) o ataque ocorre nos primeiros dias de julho, por fêmeas aladas. Eles também atacam o algodoeiro. Outros fatores que estimulam a reprodução dos pulgões são o excesso de nutrientes nitrogenados presentes na seiva primaveril. Na verdade, o nitrogênio favorece a reprodução assexuada das mulheres. Outra condição que favorece o desenvolvimento dos pulgões são os tratamentos químicos excessivos, que provocam o nascimento de novas gerações de pulgões cada vez mais resistentes aos princípios ativos dos agrotóxicos utilizados.


Prevenção

A prevenção de ataques por pulgão nem sempre é fácil de fazer. No entanto, especialmente para vegetais e plantas de jardim, alguns truques úteis podem ser usados ​​para limitar o aparecimento deste inseto irritante. É bem sabido que as formigas protegem pulgões e transportá-los de uma planta para outra enquanto se alimentam de suas substâncias açucaradas, portanto, se formigas aparecerem no jardim, é provável que mais cedo ou mais tarde os pulgões também cheguem. A estratégia para evitar o conseqüente ataque desses parasitas consiste em eliminar as formigas, que podem ser afastadas com agrotóxicos naturais à base de urtiga. Outra tática preventiva contra pulgões é a cobertura morta, ou seja, cobrir o solo com um pouco de canudo ou um lençol de plástico para superaquecer, evitando o ataque de pragas e o crescimento de ervas daninhas. Essa técnica deve ser evitada se a temperatura já estiver alta, pois pode causar o murchamento das plantas. Em sistemas de cultivo agrícola, a modificação de temperaturas e a redução de nutrientes para a planta no período de verão podem reduzir pela metade ou eliminar as colônias de pulgões.


Pulgões: Luta

O controle dos pulgões ocorre tanto com o controle biológico quanto com o químico. Este último nem sempre é eficaz devido à alta resistência desenvolvida pelas gerações de pulgões que aos poucos são trazidos ao mundo. Os pesticidas químicos usados ​​para os pulgões são o tiaclorídeo,

Acetamipride e Tiametoxame. A partir de alguns estudos experimentais conduzidos pelos fabricantes de pesticidas e pesticidas, parece que apenas o Thiaclorid se mostrou eficaz na prevenção do reaparecimento de pulgões em plantas levemente atacadas, enquanto naquelas com infestação severa, o produto foi considerado eficaz para 85%. de pulgões. Os outros dois agrotóxicos não tiveram os mesmos resultados, combatendo apenas 60% dos pulgões-praga. Melhores resultados são encontrados com o controle biológico que utiliza predadores naturais de pulgões, como joaninhas, crisopa, larvas de dípteros, neuroptera, himenópteros, variedades de percevejos e algumas espécies de pássaros, como andorinhas e blackcaps. Os pulgões se defendem dos predadores usando tubos chamados sifões, que secretam uma substância fluida capaz de paralisar os membros e a boca do predador. O combate mais eficaz contra os pulgões é, portanto, o integrado, combinando pesticidas e predadores naturais. Os agrotóxicos devem conter princípios ativos seletivos, específicos para pulgões, e nunca devem ser usados ​​preventivamente, mas somente após o início da infestação.



Vídeo: FORMIGAS X PULGÕES? Esclavagismo. BioCamera Ação